01/abr/2026

resize_1502205873_uploads_images_f342568b75efcb7eeedad4dbe925ffec_jpg_610x0_85

ADELAIDE, Austrália: Um estudo de cobertura nacional está atualmente a procura de pessoas em New South Wales e Victoria para participarem de entrevistas e exames odontológicos gratuitos. O Estudo Nacional da Saúde Bucal Adulta 2017–18, o primeiro desse gênero em uma década, objetiva acessar 15.000 australianos para determinar a prevalência de doenças bucais na população adulta e como são abordadas, pelos tipos existentes e recursos de assistência dentária.

O estudo, sendo conduzido pelo Centro de Pesquisa Australiano para a Saúde Bucal da População (ARCPOH- sigla em inglês) na Universidade de Adelaide, já começou na South Australia e tem funcionado bem até agora. “Nós estamos muito contentes com o apoio da comunidade em South Australia, com uma alta taxa de participação e mais de 1.500 pessoas entrevistadas. Nós esperamos ver esses números no pico quando participantes de New South Wales e Victoria ingressarem para o estudo nas próximas semanas, meses”, disse o chefe da investigação Dr. Marco Peres, diretor do ARCPOH e professor de Saúde Oral Populacional na Universidade de Adelaide.

“Nós esperamos que a população de New South Wales e Victoria—das áreas metropolitana e rural—será a maior contribuinte às descobertas do nosso estudo”.

Peres destacou que as descobertas do estudo serão utilizadas para ajudar os desenvolvedores de políticas públicas e provedores de serviços na prestação de serviços odontológicos equitativos por todo o território da Austrália.

“É importante que entendamos as mudanças na saúde bucal entre os australianos adultos, e a quantidade, prevalência e acessibilidade dos serviços que recebem”, ele disse.

“Os resultados dos nossos estudos impactarão diretamente na assistência dentária que as pessoas recebem na comunidade, o que afetará também a qualidade de vida”.


01/abr/2026

resize_1502358798_uploads_images_4f52174c3b74e6b2dc73679fd0677e46_jpg_610x0_85

ADELAIDE, Austrália: Um estudo conduzido na Universidade de Adelaide tem sugerido que crianças amamentadas por no mínimo dois anos poderiam ter maior risco de terem cáries. Os pesquisadores consideraram essa descoberta contrapondo-a ao padrão de açúcar consumido em alimentos.

O objetivo do estudo foi investigar o efeito da amamentação prolongada em crianças com dentes. A elaboradora conceitual do estudo, Dra. Karen Glazer Peres da Faculdade de Odontologia de Adelaide, explicou que crianças amamentadas na idade igual ou superior a 2 anos tiveram risco aumentado de desenvolver problemas odontológicos, incluindo dentes ausentes, com sinais de cáries ou com obturação. De acordo com o estudo, o risco de terem cáries severas na primeira infância era 2.4 vezes maior comparado com as crianças amamentadas até um ano de idade. Entretanto, os pesquisadores descobriram que a amamentação até os 13–23 meses não teve efeito na incidência de cáries.

No geral, 1.129 crianças nascidas em 2004 em Pelotas/RS, uma cidade suprida com água pública fluorada, foram incluídas no estudo. Os dados da amamentação foram coletados no nascimento, quando as crianças estavam com 3 meses, 1 ano e 2 anos de idade. Adicionalmente, dados do consumo de açúcar foram coletados nas idades de 2, 4 e 5 anos.

Os pesquisadores descobriram que o consumo do açúcar só foi associado a maior risco de obtenção de cárie severa na primeira infância quando as crianças o consumiam em alta quantidade, isso comparado as que consumiam menos. Considerando o consumo de açúcar das crianças, a análise mostrou que a amamentação prolongada era um fator de risco independente para cárie e deterioração severas, dentes ausentes ou obturados.

“A amamentação é um recurso inquestionável à nutrição da criança. Os dentistas deveriam encorajar as mães a amamentar e, do mesmo modo, aconselhá-las sobre o risco. Recomendações gerais como o consumo de água fluorada e a higienização dos dentes da criança com pasta de dente com flúor antes de irem dormir podem ajudar na prevenção de cáries”, disse Peres.

O estudo, intitulado “Impact of prolonged breastfeeding on dental caries: A population-based birth cohort study”, foi publicado na edição de junho da revista Pediatrics. Ele foi conduzido com colaboração dos pesquisadores da Universidade de Pelotas e Universidade de São Paulo.


01/abr/2026

resize_1502367043_uploads_images_00dbd2b09fc50894ff4475081ca02e6d_jpg_610x0_85

SEATTLE, EUA: Um estudo conduzido pela Universidade de Washington sugeriu que programas de dessensibilização, incluindo consultas repetidas, poderiam ajudar muitas crianças com transtorno do espectro autista (TEA) a receber os cuidados bucais necessários. Os pesquisadores avaliaram a eficácia de um protocolo de dessensibilização dental para crianças com TEA e determinaram características associadas a exames bem-sucedidos.

O autor líder do estudo e professor associado clínico do Departamento de Odontopediatria na universidade, Dr. Travis Nelson, explicou que crianças com autismo são mais propensas a não receberem tratamento odontológico do que seus colegas com desenvolvimento típico. Em muitos casos isso deve-se a limitações de comportamento. Entretanto, os pesquisadores descobriram que, dada a oportunidade de praticar habilidades relativas ao dente dentro tempo que eles precisam, a maioria dos pacientes com autismo no estudo foi capaz de sentar para serem examinados com um espelho bucal.

No geral, 168 crianças com TEA que participaram em um programa universitário de dessensibilização dental foram incluídas no estudo, e os autores fizeram uma revisão retrospectiva dos dados clínicos comportamentais e questionários pré-consultados. Mais de 77 por cento das crianças foram capazes de fazer um exame entre uma ou duas consultas com protocolos de dessensibilização, e 88 por cento em cinco consultas, de acordo com o estudo.

A dessensibilização foi efetiva ao conseguir um exame limiar mínimo enquanto as crianças estavam sentadas na cadeira de dentista. As crianças com características mais amenas de TEA foram as que mais tiveram sucesso em fazer os exames dentários.

“Os protocolos que usamos são muito simples e poderiam ser implementados em todos os lugares para ajudar as crianças com autimo a ter acesso aos serviços odontológicos”, disse Nelson.

O estudo, intitulado “Predicting successful dental examinations for children with autism spectrum disorder in the context of a dental desensitization program”, foi publicado na edição de julho da revista Journal of the American Dental Association.


01/abr/2026

a4

MUMBAI, Índia:Irritação crônica da mucosa de má-montagem de próteses dentárias pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de câncer oral, pesquisadores do Departamento de Oncologia de Cabeça e Pescoço no Tata Memorial Centre em Mumbai concluíram após a revisão da literatura existente sobre a relação.

O câncer bucal é um dos tipos mais comuns de câncer na Índia e estima-se que cause cerca de 50.000 mortes anualmente no país. Além de uma variedade de fatores que são conhecidos por aumentar o risco de câncer oral, incluindo o tabaco e o uso de álcool, infecção por papilomavírus humano, a dieta pobre e negligenciada higiene oral, trauma da mucosa crônica tem sido associados com a doença no passado. No entanto, a ligação entre tais traumas, que podem ser causados por dentes afiados, próteses dentárias ou implantes, entre outros, e a ocorrência de câncer oral não foi cientificamente estabelecida até então.

No atual estudo, os pesquisadores avaliaram sistematicamente 22 artigos que descreveram o papel de irritação crônica na causa do câncer bucal. Os resultados sugerem que a irritação da crônica da mucosa resultante da má-montagem de próteses dentárias pode ser considerada um fator de risco para a carcinogênese na boca. De acordo com os pesquisadores, cânceres relacionados com o trauma podem ser vistos mais frequentemente na borda lateral da língua e no alvéolo. No entanto, nenhuma associação foi encontrada para a duração do uso de dentadura e formação de câncer.

Referindo aos mecanismos por trás do fato, a investigação tem sugerido diferentes cenários, os pesquisadores escreveram. Tem sido proposto que a persistência de irritação mecânica provoca danos no DNA e eventualmente podem resultar na formação de câncer. Outro possível mecanismo é que trauma crônico da mucosa resulta em inflamação, assim liberando mediadores químicos tais como as citocinas, prostaglandinas e fator de necrose tumoral, que pode resultar na carcinogênese.

O estudo intitulado “O papel do trauma crônico da mucosa no câncer oral: Uma revisão da literatura”, foi publicado online em 30 de março no Indian Journal of Medical and Paediatric Oncology.


01/abr/2026

a3

WEST CONSHOHOCKEN, Pa., EUA: Um dispositivo odontológico CAD/CAM feito de polímero de alta performance, o JUVORA Dental Disc tem o potencial de melhorar a qualidade de vida dos pacientes com próteses dentárias. Recebeu em 2012 o selo CE para o mercado europeu, e recentemente o mesmo dispositivo recebeu a autorização da Food and Drug Administration- FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA) em indicações ampliadas. Essas referências permitem que o JUVORA Dental Disc seja usado na fabricação das estruturas de próteses de longa duração.

O JUVORA Dental Disc apresenta uma alternativa viável para aparelhos de metal fixos e removíveis, de acordo com Lynne Todd, Chefe da JUVORA e Invibio Dental, empresa matriz da JUVORA. “Pacientes relataram que sentem as próteses JUVORA como sendo seus dentes naturais”, ela disse. “Sem mencionar a redução do peso, e elevado conforto devido ao encaixe perfeito; pois a prótese foi feita com precisão através do fluxo de trabalho CAD/CAM.

O disco é feito de polímero PEEK-OPTIMA, um biomaterial produzido pela Invibio que tem sido usado como base em mais de 5 milhões de dispositivos de coluna. A crítica de pacientes já com prótese JUVORA ajustada tem sido em sua maioria positiva, de acordo com a empresa, pois 99 por cento dos pacientes a avaliaram de modo elevado o quesito conforto e 97 por cento elevado em satisfação geral.


01/abr/2026

a2

ONTÁRIO, Canadá: Com uma estimativa de um bilhão de pessoas afetadas, a deficiência em vitamina D tem sido um tópico de discussão entre os profissionais de saúde, e é atualmente reconhecida como um dos mais importantes indicadores de saúde em geral. Pesquisadores descobriram que defeitos de mineralização nos dentes, dentina interglobular, oferecem um novo meio de investigação sobre episódios passados de deficiência em vitamina D. Usando esse método, um estudo mostrou que as primeiras comunidades europeias e do Oriente Médio eram afetadas por essa deficiência, mas os níveis e severidade parecem ter aumentado com o passar do tempo.

Em 2016, pesquisadores da Universidade McMaster em Ontário, em colaboração com colegas do Quebec e França, primeiro estabeleceram que a dentina pode carregar um registro permanente de deficiência em vitamina D. De acordo com o estudo, diferentemente do osso, a dentina não é remodelada, e isso significa que a dentina interglobular fornece uma ferramenta precisa para explorar aspectos revolucionários da evolução de deficiência em vitamina D.

Usando três relatórios prévios sobre dentina interglobular em humanos, em adição às suas pesquisas, os cientistas determinaram que a primeira evidência de deficiência em vitamin D vem de Tabun and Skhul, do Pleistoceno tardio no Monte Carmelo, Israel. Essa descoberta fornece evidência de que a deficiência em vitamina D tem sido presente desde períodos iniciais e não é apenas um problema recente. Adicionalmente, dentes do período helenístico e da Grécia contemporãnea revelaram não apenas que muitas pessoas tinham dentina interglobular, mas que a severidade dos defeitos aumentou. Em uma escala de comparação simples, a severidade de deficiência foi quarto vezes maior em comunidades gregas em 1948 do que em comunidades do campo de 2000 a.C.

“Isto é animador porque temos agora um recurso de prova que pode finalmente trazer respostas definitivas às questões fundamentais sobre mobilidade e condições de populações humanas primordiais— e informação nova sobre a importância da vitamina D em populações modernas”, disse a antropóloga da McMaster, Profa. Megan Brickley, autora líder do paper e Membro de Pesquisa do Canadá em Bioarqueologia de Doenças Humanas.

Antes dessa descoberta, não havia nenhum método confiável para a medição de deficiência em vitamina D no decorrer do tempo. Usando exemplos de dentes modernos e antigos, os pesquisadores apenas mostraram quão valioso é o método por compreender uma condição de saúde que afeta muitas pessoas em todo o mundo. Resultados de uma Pesquisa Canadense de Mensuração de Saúde 2012-13 mostrou que 25 por cento dos canadenses estavam em risco potencial de ingestão inadequada de vitamina D e 10 por cento estavam em risco de deficiência em vitamina D.

O paper, intitulado “Ancient vitamin D deficiency: Long-term trends”, foi publicado on-line em 18 de maio na revista Current Anthropology.


01/abr/2026

a1

NEW ORLEANS, EUA: Sendo a cárie uma das doenças orais crônicas de maior prevalência, contabilizando 60 por cento dos tratamentos dentários, materiais de restauração mais duráveis e robustos são necessários. Com o objetivo de atingir isso, a Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de Louisiana foi premiada com um subsídio de cinco anos de aproximadamente US$ 2,5 milhões pelos institutos “National Institute of Dental” e “Craniofacial Research of the National Institutes of Health”.

Com o subsídio, os pesquisadores almejam desenvolver materiais de restauração mais fortes, de longa duração e com propriedades bactericidas para inibir cáries recorrentes e prolongar a duração das restaurações. Atualmente, compósitos para restauração possuem tempo limitado de durabilidade de cinco a seis anos. O grupo de pesquisadores tem trabalhado em uma série de bactericidas, compósitos que liberam fluoreto, agentes adesivos e selantes melhorados. Com mais desenvolvimento, eles esperam partilhar as propriedades desses materiais para coroas, cimentos e outras aplicações dentárias.

“A causa líder de falha dos compósitos de restauração é o desenvolvimento de cáries secundárias por biofilmes bacterianos às margens da restauração. Outra causa é o aumento das fraturas devido à fragilidade do material”, disse o principal investigador, o Prof. Xiaoming Xu, Chefe da Divisão de Biomateriais da faculdade.

“Nosso objetivo a longo prazo é desenvolver uma nova geração de materiais dentários que tenham alta eficácia na inibição da formação de biofilme oral e que também tenham excelentes propriedades física e mecânica, destacou Xu. “Nós esperamos que os novos materiais desenvolvidos neste projeto terão maior durabilidade e serão excelentes candidatos futuros para as aplicações clínicas”.


01/abr/2026

04
LAS VEGAS, EUA: A sabedoria convencional em torno da transição da humanidade de caçadores-coletores para os consumidores de produtos agrícolas é que muitas pessoas neste período sofreram de cárie dentária e doença periodontal generalizada. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Nevada, Las Vegas (UNLV) e da Universidade do Arkansas contestaram esse entendimento com seu estudo de uma tribo forrageira dos dias modernos, em vez de sugerir que a saúde oral pode ser influenciada pelo gênero e lugar de residência.
O estudo incidiu sobre a tribo Hadza da Tanzânia, uma das únicas tribos existentes com membros que ainda levam um estilo de vida caçadores-coletores, e medida de diferenças na saúde oral de seus membros. Como muitos membros da Hadza agora adotaram dietas agrícolas, era de se esperar que os caçadores-coletores tivessem em geral dentes mais saudáveis. “A transição da caça e coleta para a agricultura é rotineiramente associada com quedas em saúde oral, devido ao aumento do consumo de carboidratos e o crescimento de colônias de bactérias na placa dentária ligados ao desenvolvimento de cáries,” explicou o Dr. Peter Ungar, Ilustríssimo Professor de Antropologia na Universidade do Arkansas.
As conclusões da equipe demonstraram ao contrário, que a saúde oral global da Hadza é influenciada por fatores mais complexos do que apenas escolhas alimentares. Os membros do sexo masculino Hadza que vivem na mata e subsistem de alimentos forrageiros, por exemplo, tendem a sofrer de pior saúde dental do que seus homólogos habitantes das aldeias, pois muitas vezes eles fumavam mais tabaco e utilizavam os seus dentes no processo de fabricação de ferramentas de caça. Membros Hadza fêmeas residentes na aldeia, contudo, sofrem de mais problemas de saúde oral do que aqueles que vivem na mata.
“Os Hadza nos oferecem uma janela para o passado e desafiam o predominante pressuposto de que forrageiras foram mais saudáveis antes deles mudaram para uma dieta agricula à base de cereais como milho e trigo”, disse a pesquisadora Dra. Alyssa Crittenden, Lincy Assistant Professor of Anthropology na UNLV.
“Os pressupostos que temos há muito tempo sobre a saúde oral e a transição de um comportamento de forrageio para uma dieta agrícola não são tão claros como se pensava”, disse ela.
A equipe de pesquisadores está agora com o objetivo de continuar a estudar a integridade geral da Hadza já que eles se movem no sentido de uma dieta completamente agrícola.
O estudo intitulado “Saúde oral em transição: O Hadza de forrageiros da Tanzânia”, foi publicado online em 15 de março no PLOS ONE Journal.


01/abr/2026

03

ASHBURN, Virgínia, EUA: Depois de uma fase de desenvolvimento de dois anos, uma empresa startup lançou a Flossy Brush, uma nova ferramenta de limpeza dental 2 em 1 que combina uma escova de dentes manual em uma extremidade e um fio dental auxiliar na outra. Devido à sua dupla funcionalidade, o fabricante alega que remove significativamente mais placa do que uma escova manual regular. É atualmente o único produto de seu tipo disponível no mercado.

A Flossy Brush dispõe de um longo e curvo cabo que permite que o usuário alcance os dentes posteriores com facilidade. O sistema integrado de suporte de fio dental oferece de maneira simples e rápida a colocação e substituição de qualquer tipo de fio dental no mercado. A escova está disponível em diferentes cores e dois tipos de cerdas: cerdas ultramacias (ponta cônica 0,01) ou Tynex soft, cerdas arredondadas.

“A Flossy Brush não é apenas outra escova de dentes. É muito mais eficaz na remoção da placa bacteriana e simples e prática de utilizar”, disse o Dr. Zoltan Rusznak, CEO da Flossy Brush. “O nosso objetivo é vender amplamente no mercado dos EUA, e com o nosso crescimento, expandir para mercados europeus e japoneses. Agora estamos à procura de investidores que tenham interesse em contribuir para o lançamento do produto na próxima fase”.

Os investidores que desejarem aprender mais sobre a empresa e o produto podem visitar a página dedicada no Fundable crowdfunding website para obter mais informações.

A escova pode ser encomendada em www.flossybrush.com por US$ 7,99, com dez metros de fio dental incluído no pacote.

De acordo com a American Dental Association e Centers for Disease Control and Prevention, limpadores interdentais como o fio dental são uma parte essencial da higiene oral. Geralmente é recomendada a escovação e a limpeza entre os dentes diariamente para evitar a doença periodontal. No entanto, um estudo de 2016 que utilizou dados da National Health and Nutrition Examination Survey mostrou que cerca de um terço dos adultos nos Estados Unidos não usa fio dental.


01/abr/2026

02

CHICAGO, EUA: De acordo com um novo estudo, um composto natural encontrado em extrato de semente de uva, o qual tem demonstrado possuir vários benefícios para a saúde, poderia ser utilizado para reforçar a dentina e aumentar a vida útil das obturações em resina. Os achados poderiam levar ao desenvolvimento de um material adesivo natural que ajuda a reforçar a ligação entre o dente e o preenchimento, portanto prolongando a vida da restauração e minimizando o tecido dental e perda de dente.

No estudo, a Dra. Ana Bedran-Russo, pesquisadora líder e professora associada do Department of restorative Dentistry na University of Illinois no Chicago College of Dentistry, investigou como extrato de semente de uva pode tornar preenchimento de compostos de resina mais fortes e mais duráveis. Tais preenchimentos tipicamente duram de cinco a sete anos.

Como as resinas têm que se ligar a dentina, a área entre os dois, é um ponto fraco, causando a quebra das restaurações e a formação de cárie dentária, disse Bedran-Russo. No entanto, através do reforço da interface, o extrato pode aumentar a força da dentina, explicou.

A dentina é essencialmente constituída de colágeno, a principal proteína estrutural da pele e de outros tecidos conjuntivos. No estudo, Bedran-Russo e co-pesquisadores descobriram que o colágeno danificado pode se auto reparar com uma combinação de plantas – base oligomeric proantocianidinas – flavonóides encontrados na maioria dos alimentos e produtos vegetais – e extratos a partir de sementes de uva. O intertravamento da resina e dentina rica em colágeno fornece melhor aderência e não depende de umidade.

As descobertas podem ter implicações importantes para a odontologia restauradora e saúde geral. Em vez de remover a estrutura e a substituição de dentes doentes com materiais restauradores, pacientes terão opções de tratamento que os ajudem a permanecer livres de cáries.

De acordo com os dados mais recentes dos Centers for Disease Control and Prevention, aproximadamente 23 por cento das crianças com idade de 2 a 5 anos têm cárie dentária em sua dentição primária. Entre os adultos com idade entre 20 e 64 anos, 91% têm cárie dentária e 27 por cento sem tratamento das cáries.

É sabido que o extrato de semente de uva contém antioxidantes, que possuem potencial para destruir os radicais livres que podem causar danos ao DNA e morte celular. Os cientistas acreditam que os radicais livres contribuem para o envelhecimento, assim como o desenvolvimento de uma série de problemas de saúde, incluindo as doenças cardíacas e o câncer.

O estudo intitulado “Bioestabilidade da dentina proantocianidinas complexa e estudos de aderência,” foi publicado na edição de abril do Journal of Dental Research.


Copyright © Cetrati Odontologia Especializada. Todos os direitos reservados.

Visit Us On FacebookVisit Us On YoutubeVisit Us On Instagram